quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Mãe vs Avó

Hoje li um texto que muito honestamente, fez me lembrar alguém (eu..). Não é que eu seja muito controladora nisto de come ou bebe antes isto porque o pediatra disse... Mas, tento sempre ter cuidado não vá a miúda apanhar uma alergia qualquer toda ranhosa!


Sou uma mãe protectora. Sim, imenso! Estou sempre a ligar á minha mãe para saber da menina. Digo sempre a ela, " cuidado! segura ela bem, pois pode cair!", "não faças isto porque pode acontecer aquilo!", entre outras. Sou mãe de primeira viagem e ainda não me habituei ao facto de a minha mãe ter sido mãe duas vezes (3 ao fim e ao cabo, pois criou a minha irmã mais velha, que lhe deu mais trabalho que eu e o meu irmão juntos, ao que parece). não venham com, "mas antigamente era outros tempos, agora evoluímos!"... continua tudo a ser igual, o que muda são as opiniões dos pediatras e dos "estudos".

Mas voltando ao tema de hoje, li este recado duma mãe que deixou os filhos uns dias do mes de Agosto ( aquele mes que nós ansiamos que acabe para os deixar na escola de novo!) com a avó.

• A Matilde não come arroz. Diz que fica enjoada. Ainda não percebemos bem de onde vem isso, pensámos que fosse do glúten, mas ela só come arroz sem glúten. Aliás, ela não come glúten. A nutricionista naturopata recomendou. Também não come ovos de aviário.
• Deixei um saco com comida para os miúdos. Arroz sem glúten, massa sem glúten, bolachas sem açúcar, alfarroba desidratada e biscoitos de aveia e quinoa dos Andes.
• Não lhes dê bolos de pastelaria. Nem sumos de pacote. Nem leite de vaca. Nem chocolates. Nem leite com chocolate.
• Eles não comem nada que tenha açúcar refinado. Eu sei que a mãe faz um bolo de cenoura óptimo, mas se fizer use apenas açúcar amarelo. Mas só metade da dose. E cenoura biológica.
• Deixei também açúcar amarelo. É especial, extraído de cana-de-açúcar explorada de forma sustentável.
• Se eles insistirem muito para comer doces, dê-lhes uma peça de fruta biológica. Ou um abraço.
• O Pedro pode brincar com o iPad dele antes de ir para a cama. Mas não nos últimos 34 minutos antes de apagar a luz. É o que dizem os estudos mais recentes.
• Se ele ensaiar uma fita por causa disso, não o contrarie de mais. Não lhe tire o iPad das mãos à força. Dialogue com ele. Convença-o. Queremos que os miúdos tenham capacidade de argumentação e não queremos contrariá-los de mais, para não serem castrados na construção da sua personalidade. No fim, dê-lhe um abraço.
• O iPad é a única coisa electrónica que o Pedro tem. O psicólogo dele dizia que não devia haver tecnologia nenhuma até aos 12 anos. Mudámos de psicólogo e o outro diz que pode haver, desde que tenha jogos que estimulem a parte do cérebro onde se constroem as emoções. Como ficámos baralhados, arranjámos um terceiro psicólogo, que disse para fazermos o que quisermos.
• Eles têm uma série de brinquedos de madeira e metal, feitos por artesãos velhinhos. Às vezes queixam-se que as rodas de lata não andam. Se for o caso, ajude-os a brincar com outra coisa qualquer, desde que não tenha plástico. Não queremos brinquedos de plástico.
• Se forem à feira e eles quiserem comprar bugigangas nos vendedores, compre-lhes uma rifa. Ou uma maçã. Ou dê-lhes um abraço.
• Todos os brinquedos devem ser partilhados. Não há brinquedo de menina e brinquedo de menino. Se o João quiser brincar com as bonecas de linho biológico da irmã, não há problema.
• Se ele quiser vestir as saias dela, também não há problema. Não queremos limitar a identidade de género dos nossos filhos.
• Há um saco com sabonete natural e champô à base de plantas medicinais sem aditivos químicos. Cheira um pouco mal, mas é óptimo para o cabelo.
• Mandei também umas toalhas de algodão biológico. Use só essas quando forem para a praia. São as melhores para o pH da pele deles.
• Todas as noites eles devem ouvir um pouco de música. Não pode ser o Despacito. O ideal é ser aquele CD de monges tibetanos. Aqueles sons são bons para o cérebro e para a digestão.
• Se eles quiserem subir às árvores, podem subir. Mas devem dar um abraço ao tronco antes disso. De preferência, devem agradecer à árvore antes de subirem para cima dela.
• Eles precisam de três abraços por dia. Pelo menos. Por favor não esqueça isso. E se puder, dê-lhes abraços de pele a tocar na pele. A energia positiva assim passa de forma mais eficaz.

PS 1: Mãe, não se enerve depois de ler isto tudo.
PS2: Cole este papel na porta do frigorífico, para não se esquecer de nada. Mas não use fita-cola, que isso tem plástico.


E o mais engraçado de tudo é que a avó não conseguiu estar calada. Então deu como resposta á filha o seguinte:

• Olha, filha, não sei se percebi bem os recados que me deixaste. Dizias que a Matilde não come arroz, mas houve um dia em que ela quis provar do arroz de frango que fiz para mim e para o teu pai e gostou. E pediu para repetir. Duas vezes. Já não me lembro se vocês são vegetarianos ou não, se os miúdos comem carne às vezes ou só às terças e quintas, mas ela pareceu tão consolada que no dia seguinte fiz mais. E também gostou do sarrabulho.
• Não lhes dei bolos, como pediste. Mas o teu pai não leu os recados. E ele deu. Todos os dias ao fim da tarde iam dar um passeio com o avô e o cão e passavam por casa da tia Idalina, que lhes dava uns biscoitos. Só soube isto no fim das férias. Mas acho que os biscoitos são muito bons. Depois peço-lhe a receita para te dar. Mas ela não usa cá açúcar amarelo. Não há disso na aldeia.
• Comeram iogurtes e tivemos de comprar mais queijo porque eles acabaram num instante o que tínhamos cá em casa. Já não me lembro se podiam comer queijo ou não ou se era o leite de vaca que não podiam beber. Mas como é difícil arranjar leite de cabra, comprámos do outro na mercearia e não nos chateámos com isso. Não te chateies tu também.
• Não brincaram com o iPad. Enquanto estiveram cá na aldeia nem lhe mexeram. Mas adormeciam a ver televisão. Dizias uma coisa qualquer sobre ecrãs à noite, mas eu não percebi bem.
• Houve algumas birras. E numa delas o João fartou-se de chorar. Ele disse que ia ligar-te, mas o teu pai disse-lhe para ir mas é jogar à bola e estar calado e a coisa resultou.
• Não lhes comprei brinquedos de plástico na feira, como tu disseste. E eles ficaram amuados comigo e não quiseram voltar à feira mais nenhum dia, o que foi uma chatice. Que raio de ideia, filha. Isso não correu muito bem.
• O champô que mandaste para eles, aquele das plantas medicinais, cheirava mesmo mal. Tem paciência, mas lavei a cabeça dos teus filhos com o meu champô. É bem mais barato do que o teu. Andas a gastar uma fortuna numa coisa mal cheirosa, filha.
• As toalhas de algodão armado ao pingarelho que tu mandaste são tão fofinhas e estavam tão bem arrumadas que as deixei estar no sítio. Tive medo de as estragar. Os teus filhos tomaram banho todos os dias e limparam-se às toalhas que havia cá em casa. E não lhes caiu nenhum pedaço de pele. Acho que fiz tudo bem.
• Querias que lhes desse três abraços por dia. Nuns dias dei mais, noutros não dei nenhum. E houve um em que me apeteceu dar um tabefe à Matilde, porque estava a fazer uma fita, mas depois acalmou.
• Não houve cá abraços a árvores. Esqueci-me. E houve um dia em que o Pedro caiu da árvore do quintal e fez uns arranhões. Acho que não tinha vontade nenhuma de dar abraços ao tronco.
• Aquela coisa de o João vestir as saias da Matilde é que me pareceu esquisito. Ele nunca pediu para vestir a roupa da irmã. Eu achei isso bem e fiquei contente.
• Todas as noites ouviram música, como pediste, mas não foi o CD dos monges tibetanos, que isso irritava o teu pai. Ouviam a música dos altifalantes da festa. Não querias o Despacito, mas ouviram isso umas dez vezes por dia. E o Toy também. E o Tony Carreira e o Emanuel.
• Só deves ver este papel quando acabares de tirar as coisas dos sacos dos miúdos. Deixei isto no fundo da mochila do Pedro de propósito. Assim, antes de saberes das coisas que não fiz como tu querias, viste os teus filhos e viste como estavam bem alimentados e cuidados.
PS: não precisas de colar isto na porta do frigorífico. Não quero que gastes fita-cola. Se tiveres alguma dúvida, telefona-me. É isso que as mães fazem: atendem o telefone às filhas para responder a dúvidas sobre os netos.

(Texto da autoria de Paulo Farinha, Jornalista) 

domingo, 27 de agosto de 2017

Amamentar

A bebecas nasceu de cesariana. Nasceu de mim, mas o parto foi cesariana.
Mal a tiraram de dentro de mim, meteram na encostada á minha cara. Sentir o cheiro da mãe reconfortou-a. Ainda tive direito a uma "festinha". Por ela ficávamos já ali.
Depois de eu estar pronta ( cozida não sei quantas vezes) e a princesa pronta também, deitaram na ao meu lado e vamos lá dar de maminha. Mal ela se encosta á mama...nem foi preciso explicar lhe nada!
Desde que a conheço, ela sempre fez a "pega" lindamente. E desde que a conheço que amo dar lhe a maminha.
Sei que nem toda a gente pode dizer o mesmo. Sei que para muitas mães, amamentar é algo doloroso.
Para mim enche me o coração.



Com uma semana tive gretas no mamilo. E para cicatrizar mais depressa usei os bicos de silicone que me ofereceram. Usei 2 vezes e o mamilo estava pronto para mais.
Julgo que foi a única vez que tive problemas a amamentar.
De resto vivemos num mundo só nosso, cheio de cumplicidade. Não me importo nada de me levantar durante a madrugada e dar lhe maminha. E se for a qualquer lado, saco da mama, sei se quer saber se olham ou não.
O importante é ela! E só ela! Se eu ficar com as mamas ao fundo da cintura, não me importo! Junto a mais umas quantas marcas de amor que descobri com a maternidade. Estrias, cicatriz da cesariana, são marcas de amor! Mamas descaídas serei apenas mais uma de muitas!

E já estamos com 7 meses de muita maminha! E chorei muito quando tive 2 dias sem amamentar devido a operação e medicamentos. Nem quero imaginar quando ela dizer que já é crescida e não precisa de maminha. Vou parecer uma Maria Madalena.

A todas as mães que passam por momentos na amamentação mais complicados, não desistam! Lembrem se que estão a fazer isso pelos vossos bebes! A quem não pode amamentar devido a vários motivos que não nos dizem respeito, não desanimem!

sábado, 12 de agosto de 2017

Pobre coelho

Ontem decidi ir á kid to kid pois tinha dois carimbos para colocar no cartão, duma compra que a minha mãe fez ( aviso desde já que não me estão a pagar para fazer este tipo de publicidade). A piolha ia a dormir no seu magnifico pano (isto sim já é publicidade, mas porque quero e não é pago) comprado no grupo Trapos & mamas do facebook, á querida Lili Lima ( e já tenho um brasileiro a caminho, depois mostro vos o nosso novo bebe).
Mal entro pela porta da loja... parece que deu lhe o cheiro e... acordou!

Resumindo... secção dos brinquedos e mal viu este pobre coitado coelho branco já não o largou... e posso dizer que nem na caixa. Só faltava rosnar ( sim ela rosna... é de ver a guarda do leão!).

Agora em casa, bem que o coelho quer fugir, mas ela não deixa!
Estou seriamente a ponderar ligar para a proteção dos animais, pois isto é maus tratos ao pobre bicho! O que acham? Ligo?



quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Estamos de parabens

Não sei se existem mães como eu...
Mas sempre que a pequena faz meses eu festejo. Mais que ela lol. Ate quando ela estava na barriga, eu festejava as semanas!
E já estou a pensar na festa do 1°anito... a minha imaginação ia tão alem que esqueci me que era em pleno Inverno! E eu a imaginar um piquenique, imensos balões, talvez em Monsanto... Ai mãe, mãe!

Então hoje ela completa 7 meses! E para festejamos o papá foi comigo buscar a bebecas e...
Tarannnn fotos!!!










Somos mesmo fotogenicos não somos? Eheheh e por ai tambem se festejam os meses?
Beijocas

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Praia com a moranguita

Olá. Sei que já cá não venho á muito tempo.
Tenho tido imenso trabalho e sempre que começo a escrever a pequena resolve estragar me os planos.
Hoje vou vos mostrar o dia de praia com os avós e comigo claro!
Fomos no sábado ao final da tarde, quando sai do trabalho.

Sabem o que ela mais gostou? Não, da água não pois estava bem fria. Das gaivotas! Ela ria- se imenso sempre que uma passava a voar eheh
A praia foi a do Meco e acabamos por lá jantar.





















.



Este é o creme protetor que uso para a prquena. Ate 1 ano recomenda se os que sejam minerais.


(Sei que não ficaram direitas as fotografias, mas nem para isso tive tempo! Agora vou a correr dar banho á piolha! Corrida!!!)

Beijocas rápidas! Zummmm

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Mimo box julho

Hoje trago vos a mimo box de Julho. Eu ate gostei, vamos ver se voces tambem.


Vou por os produtos e mais ou menos os valores para verem se os 22€ valeram a pena! Os que não tiverem valor é porque não encontrei. Então na foto em baixo temos:

-- Flocos de Aveia JERÓNIMOS 200gr ( 0.95€)
-- Autocolante bebé a bordo STIKETS ( com descontos atras)
-- Bolsa CATTIER com amostras
-- Bolsa DODDLEBAG 100ml ( 4bolsas×100ml são uns 8.90€)


-- Compressas PINGO DOCE 100 unidades (1.69€)
-- Leite em pó NAN OPTIPRO 2 (13.49€ nas farmacias é sempre mais caro este valor é do continente)
-- 100% fruta NESTLE NATURNES ( A moranguita adora os de banana eheeh) (0.99€)
-- Brinquedo para a praia da SPIELSTABIL






-- Cereais NESTLE Energia nutritiva de Aveia 375gr (2.99€)
-- Flocos de Aveia JERÓNIMOS 200gr ( 0.95€)
-- Cream Candies WERTHER'S ORIGINAL 135gr (2.49€)
-- Black Tea Forest Fruits LIPTON 10 cápsulas (3.49€)
-- BABY RICE arroz carolino


Já vi meninas que receberam coisas muito boas tambem.
Só nesta mimo box, pelas minhas contas, estão uns 26€. Falta saber o preço do arroz, do brinquedo, stikets, a bolsa da cattier e isso. Ultrapassa os 22€ na boa.
A mimo box é feita a pensar nos nossos bebes e em nós tambem. Não se esqueçam que tambem tem para gravidas! 
Espero que tenham gostado!  Para o mes que vem ha mais!
Beijocas


sexta-feira, 21 de julho de 2017

De perder o controlo

Desde que me tornei mãe as coisas andam mais ou menos em auto piloto.
As manhãs, os fins de tarde e depois toda a gestão da casa, das pequenas coisas para fazer que ocupam demasiado tempo, as refeições, a limpeza, os afazeres, as compras, ir levar à escola, ir buscar. Os sonos, as sestas. As noites, as madrugadas.
E depois nós. Ele e eu. Eu. E agora só eu...
Quando vejo ao longe parece-me básico gerir uma família. Não tem grande ciência. É ser organizado, acordar cedo, dormir bem, gerir a casa, gerir os filhos com muito amor, gerir o casamento com carinho, ternura, segurança e tolerância.
Mas não é assim tão facil...
Dou por mim a deixar fugir tudo e todos das mãos. A rezar para que ela não se magoe enquanto faço algo, que se entretenha enquanto dou mais um jeito à casa.
A verdade é que ela é indiferentes ao meu tempo, à minha incapacidade ou ao meu cansaço. E é assim que deve ser.
Dou por mim a ter que parar para pensar. O que é que eu estava a fazer? E rapidamente se instala um caos que me pergunto se existirá só aqui em casa. Basta um dia que ela não queira fazer a sua soneca da tarde para que tudo se desconjunte. Ás vezes só queria sentar, parar, estar quieta e pensar em tudo...

Depois há aqueles dias em que me atraso no trabalho e tenho que ir buscar a moranguita á escola e chego lá toda despenteada, cansada. Depois há aqueles dias que a miuda cai me da cama porque eu a dormir pego nela e meto a na cama comigo. Sim, o cansaço vence me....
Nunca me deito infeliz com os meus dias, só cansada, confusa, desorientada e sempre a pensar no quanto tenho por fazer.

A brincar, brincando, há 6 meses que sou mãe. Há 6 meses que não estou sozinha mais do que umas horas. Tenho saudades minhas. De parar um bocadinho, de conseguir pensar, de me organizar por dentro.

É isso! Ando desorganizada por dentro. Feliz e muito desorganizada.




terça-feira, 18 de julho de 2017

Crianças vs Tecnologias

As crianças e a tecnologia é um tema que me preocupa. Vejo demasiadas crianças, desde miúdos, desde bebés, constantemente em frente a um ecrã, nas mais variadas ocasiões, e faz-me impressão. As crianças (e adultos) nao sabem esperar numa sala de espera ou ir num autocarro sem estarem agarrados ao telemovel.


Admito que a moranguita ja leva com pandas e afins desde sempre. Claro que não ve mais nenhum canal do genero panda biggs e disney chanel.
Sempre chamei atençao do meu marido em relaçao ao meu enteado usar a tecnologia... mas sempre em vão. As crianças sempre que se apanham com aquilo na mão jogam jogos parvos, vêem vídeos ainda mais parvos, disputam aquilo com discussões acesas, não ouvem nada nem ninguem.
Além de que, estudos mostram que não só as emissões do Wi-Fi, da rede móvel de internet e telefone e dos aparelhos em si são de evitar em cima de cérebros tão tenrinhos, como o desenvolvimento e o saber estar fazem-se no mundo real, não no virtual.

Mas enfim, este é o tempo deles e todas as tecnologias fazem parte do seu mundo, nem nós o queremos evitar.

Estima-se que as crianças possam passar até entre 8 a 10 horas por dia em telefones, tablets ou laptops. E, esse número nem sequer inclui o tempo em que a tecnologia é usada para a escola. Sim hoje em dia crianças de 8 anos já trazem trabalhos onde pedem para pesquisar na internet... na minha altura era dicionarios, hoje em dia vai se ao google...


Quando é que o entretenimento inofensivo se transforma em hábito pouco saudável? Pode ser difícil dizer.
Vou tentar estabelecer com a moranguita estes limites, sei que é complicado nos tempos de hoje:

- As hora s em frente á televisao nao vao ultrapassar as 2horas por dia.

- Quando houver computador para ela, vai ter poiso numa zona comum;

- Tentar dar o exemplo. Nao andar sempre com o telemovel nas maos.

- As horas das refeições sao sagradas! Nada de tecnologias á mesa.

- Penso que apenas poderei dar um telemóvel a ela quando puder confiar plenamente nela e no seu bom arbítrio, porque ela vai ter de ter direito à sua privacidade. Não posso dar-lhe um telemóvel e andar sempre a policiar o bicho. Mas o acesso não me vai poder ser negado, a pedido e ao lado dela.


Quais são as vossas regras e fraquezas? Acham que têm a cena dominada ou está na hora de levantarem a cabeça do vosso aparelho e olhar bem para o que está perante os vossos olhos?

Beijocas!

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Time

Hoje ao deixar a pequena no berçário pus me a pensar de como o tempo ( ou a falta dele) afeta as nossas relações com os outros. Refleti sobre o fato de a maioria de nos se queixar da falta de tempo para nos mesmas. Frases como " Quem me dera ter tempo para mim"; "-Mal tenho tempo para respirar" ou "- Era bom o dia ter 48h" são ditas por nos diariamente, sobretudo quando conciliamos a vida profissional com a vida de mãe.

E a verdade é que nos dias que correm, entre os inúmeros problemas profissionais, o ter 2empregos ( que acontece) e as rotinas da casa e dos filhos , não sobra muito tempo para nos mesmas.
Sem que é muito complicado, mas temos que arranjar nem que seja 1 a 2 horas para cuidarmos de nos. Pois, quando estamos bem isso pegasse ás pessoas que nos rodeiam. E para alem disso é necessário para a nossa saúde e bem estar. 

Por isso vou lançar um desafio!


Pensem o que podem começar a fazer por vocês, mesmo que seja só uma horinha ao fim de semana! E nada de criançada! Tem que ser um momento só vosso!

Beijinhos!

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Final feliz?

Era uma vez...
E viveram felizes para sempre! Será? O dia seguinte ao final feliz sempre me deixou com a pulga atrás da orelha.
Felizes para sempre é até quando? O que aconteceria com o final feliz, se a história continuasse por exemplo mais um ano?
Será que a princesa acorda com a cara toda marcada e com um rasto de baba? Tem mau hálito de manhã? Teria ciúmes das amigas do príncipe no facebook?

Quanto a nós, acho que vivemos também, de certa maneira, num conto de fadas. Há dias em que as coisas acontecem como que por encanto. Uma fada madrinha torna o nosso dia mais fácil.

Há dias em que a bruxa ou a madastra má resolve estragar tudo. E as fadas madrinha desaparece num sacudir de varinha. Querem o nosso coração numa caixa. o
Oferecem nos uma maçã envenenada. A  nossa vontade é de dormir por cem anos. Acordar só quando tudo estiver resolvido.

Há dias em que temos um príncipe. Que nos traz flores e da todo o seu amor. E há dias, complicados, em que ele vira um sapo bem difícil de engolir. Dias em que nos precisávamos de um cavaleiro com espada em punho pronto a salvar nos. Mas o máximo que conseguimos é um duende á nossa espera na cozinha, esfomeado.

Há dias em que olhamos para o espelho mágico e ele mostra nos todas giraças. Sim, de todas a mais gira. Já ganhamos o dia!

Há dias em que aquele espelho mostra que virámos uma abóbora. Sem dó nem piedade. Queremos vingança, mas desistimos, pois pior que ser abóbora, é ser uma abóbora com 7 anos de azar.

Tem dias que nós andamos todas bem vestidas, deixando um rasto de perfume, maquilhadas parecemos umas bonecas. Tem outros dias que cheiramos a suor, cabelo todo despenteado e roupa toda cheia de lixívia. Vamos lá virar gata borralheira, esfrega, esfrega!

A vida é um conto de fadas? Eu acredito que sim. Uma história de fadas, bruxas, príncipes.

O que os personagens dos contos têm que nos encantam tanto e os torna eternos? A capacidade de acreditar que serão felizes. E a determinação de que é preciso lutar por isso. Enquanto não são felizes para sempre, são felizes um dia de cada vez.

Felizes para sempre é uma conquista diária. Há que lutar contra dragões e bruxas más.

Beijinhos

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Nunca pensei que ao ser mãe eu...

Quando eu estava grávida da moranguita, punha me a pensar, mas que raio de mãe seria eu... ainda hoje não me consigo decidir... Talvez mais para a frente me dicida...

Seria uma mãe porteira?
É aquela mãe que quer saber tudo. Cusca as gavetas em busca de algo suspeito, vasculha as tuas conversas de Facebook, e vai ver-te os dossiers da escola a ver se andas a tomar notas. É a mãe que sustem a respiração quando estás no quarto com alguém para ver se ouve as conversas. Sabe as notas primeiro do que tu porque ligou para a escola a perguntar, acha que se deve meter nas tuas relações amorosas.


Ou uma mãe galinha?
Para além de também quererem saber tudo da tua vida, fazem questão de te tratar como uma peça de arte rara que à mínima corrente de ar vai ter uma pneumonia e morrer engasgado na própria expetoração.

E a quessafoda?
Deixa os filhos comerem peças de fruta que caíram no chão, não protege as quinas das mesas com borrachas para que eles não faleçam com uma têmpora rebentada, e não anda com os filhos de mão dada para atravessar a estrada. É também aquele tipo de mãe que ao chegar a uma falésia deixa os filhos espreitarem lá para baixo.


Conhecem a barraqueira?
É aquela mãe que vai fazer escândalo à escola quando o seu mais do que tudo tem uma nota que ela acha injusta. A mãe barraqueira pode ser uma mãe qualquer, de todos os estratos sociais, credos ou etnia, e por vezes não se imagina que a aquela senhora bem vestida é capaz de se transformar numa espécie dragão pronto a cuspir fogo para defender a sua cria. A barraqueira envergonha os filhos.

A inconveniente?
As mães deste tipo são peritas na arte antiga da vergonha alheia. Aquelas mães que não têm vergonha de ir perguntar coisas confidenciais!

A que não fala de mais nada?
Normalmente é a mãe que acabou de ser mãe pela primeira vez e finalmente encontrou um sentido para a sua vida. Não fala de mais nada. Fala de fraldas com um brilho nos olhos, de tipos de leites...Todas as mães são um pouco assim. Não esqueçamos que já não tem memoria no telemóvel de tantas fotografias do seu mais que tudo!

A tia? Jamais!
Trata os filhos por você, inscreve-os na equitação, e nunca diz escola, diz sempre colégio. Veste-se bem, mesmo que coma massa com atum todos os dias para sustentar as aparências. Gaba as notas dos filhos a todas as amigas, mesmo que eles precisem de ter explicações para passar de ano.

A Facebook-Mãe
Uma epidemia do séc. XXI! O Facebook trouxe consigo, para além do cyberbullying, um problema muito maior que são as mães que o usam. Trememos da primeira vez que vemos aquele pedido de amizade ou quando ela nos pede ajuda para criar um perfil de Facebook.Dizemos-lhe que não vale a pena, que depois ela não vai saber usar, e que não se passa nada de interessante lá dentro. Sugerimos-lhe o Hi5, o MSN, ou o Orkut, qualquer uma em que nós já não tenhamos atividade porque sabemos que vamos ter de apagar todas aquelas fotos de festas em que estamos com ar de quem caiu no caldeirão da sangria, ou de quem foi à piscina sem óculos e tem os olhos vermelhos por causa do cloro.


( As definições de mães foram retiradas do blog Por falar noutra coisa)


Depois meto me a pensar...
Nunca pensei que ao ser mãe eu iria fazer certas coisas que faço... por exemplo:

Levar com vómito:
Sim... a minha pequenusca sempre que está no meu colo na brincadeira manda me com um jato de vomito( se é isso que se pode chamar) para cima... nem o cabelo se safa...

Comemorar presentes na fralda:
Nunca na minha vida pensei que comemorasse com palminhas, danças da felicidade e abracinhos, um belo presente na fralda. Que diabo, nunca pensei que a minha vida se resumisse a tanto cocó!

Ter audiência quando se está na casa de banho:
Nunca mais estamos sozinhas, temos sempre companhia. O mais engraçado no meio disto tudo é que já sofro de bullying, da parte dela, quando começo a cantar no banho!

Comida gelada:
Sim... nunca pensei que todo o tipo de comida se podia comer fria...

Brinquedos a cair:
Ainda não gatinha nem anda, mas já ganhei dores de costas de apanhar tanto brinquedo que ela atira da cadeira! E fora aqueles que quase, quase me esmagam o pê... E ela ainda se ri...


Beijocas!